Estava devendo um texto aqui no blog sobre o resultado do primeiro turno destas eleições. Mas antes precisava esfriar a cabeça e colocar as ideias no lugar ... Melhor assim!
Algo inédito aconteceu no primeiro turno destas eleições no Rio Grande do Sul. Algo que não tem como explicar em um Estado que até então era conhecido por suas rivalidades históricas: chimangos ou maragatos, gremistas ou colorados, petistas ou anti-petistas.
Tarso Genro venceu uma eleição em que o que predominou não foi a rivalidade, nem os debates, nem as propostas. Tarso Genro venceu uma eleição que era do PT. Uma eleição que fez com que o Partido dos Trabalhadores elegesse 14 deputados estaduais, oito deputados federais e um senador só aqui no Estado. Uma eleição em que a figura do Lula era vista como a de Deus por grande parte da população (em um próximo texto escreverei mais sobre isso).
Difícil competir assim. Se bem que os demais candidatos ao governo também deram uma forcinha a Tarso ao apostar em estratégias erradas. Fogaça e sua coligação não emplacaram e Yeda perdeu a oportunidade de mostrar as obras que fez ao Rio Grande. Apesar disso, nunca imaginei que um dia um governador seria eleito já no primeiro turno aqui no Estado. Seria uma prova de cansaço?!
Reforço o que falei no início. Esta é a eleição do PT e espero muito estar errada no que diz respeito à disputa presidencial (mas acho difícil). Analisando o número de votos conquistados por Tarso nas cidades, comprovo ainda mais a minha tese. Pego como exemplo uma cidade que conheço muito bem: Pirapó, com pouco mais de 2 mil eleitores, tem o seguinte panorama político: O PMDB de Fogaça tem cerca de mil votos, o PP que estava com Yeda, tem cerca de 900 votos e o PT de Tarso tem pouco mais de cem. Pela lógica, Fogaça faria mil votos, Yeda teria 900 e Tarso, cem. Mas não foi isso que aconteceu. Tarso Genro conquistou 1005 votos, Fogaça 552 e Yeda 212. A votação para presidente e senador lá não foi diferente, Dilma e Paim ganharam de forma disparada dos demais candidatos. Isso se deve a que? Ou melhor, a quem?
Lula, mesmo não sendo candidato, foi o personagem principal desta eleição que entra para a história do Rio Grande do Sul, como aquela que fez com que perdêssemos a nossa identidade guerreira. Chimangos e maragatos dão-se as mãos, gremistas e colorados também. Acabaram-se as façanhas, hoje somos iguais e ponto final.
Está mais do que na hora de acabar com o ranço e caminharmos JUNTOS, chimangos-maragatos-gremistas-colorados, em prol do RIO GRANDE.
ResponderExcluirMeu ranço nesse pleito foi com o Fogaça, que é um péssimo administrador (e um bom parlamentar). Tanto é que votei no Rigotto pra senador.
Outra coisa: além da Yeda, que tinha alto índice de rejeição, o Tarso era o mais preparado pra governar o RIO GRANDE. Talvez só depois do Loureiro da Silva, ele foi o melhor prefeito de Porto Alegre.
Beijo e vamos contruir juntos um Rio Grande melhor.